"...quanto mais claro fica que estamos marcando passo, mais insistimos em não mudar nosso modo de pensar; quando mais óbvio se torna que estamos num processo de repetição dos mesmos erros, mais incapazes nos tornamos de perceber essa obviedade. Albert Einstein definiu essa situação em duas frases bem conhecidas: a) “nenhum problema pode ser resolvido pelo mesmo estado de consciência que o criou”; b) “tudo mudou, menos o nosso modo de pensar”." (Humberto Mariotti)
A minha casa está sempre aberta ,não gosto de chaves, odeio alarmes e vídeo vigilância. Foi roubada esta manhã , estava à vista de todos no páteo da casa, bastou abrir a porta. Que lhe seja útil, que seja precisado(a), quem a roubou. Andámos juntos pelo Alentejo, Algarve, Beira Alta, Trás-os-Montes,Douro , Galiza ,Euskadi , Astúrias , Cantábria e Gerês.
Hay mujeres que arrastran maletas cargadas de lluvia, hay mujeres que nunca reciben postales de amor, hay mujeres que sueñan con trenes llenos de soldados, hay mujeres que dicen que sí cuando dicen que no.
Hay mujeres que bailan desnudas en cárceles de oro, hay mujeres que buscan deseo y encuentran piedad, hay mujeres atadas de manos y pies al olvido, hay mujeres que huyen perseguidas por su soledad.
Hay mujeres veneno, mujeres imán, hay mujeres consuelo, mujeres puñal, hay mujeres de fuego, hay mujeres de hielo, mujeres fatal. Mujeres fatal.
Hay mujeres que tocan y curan, que besan y matan, hay mujeres que ni cuando mienten dicen la verdad, hay mujeres que abren agujeros negros en el alma, hay mujeres que empiezan la guerra firmando la paz.
Hay mujeres envueltas en pieles sin cuerpo debajo, hay mujeres en cuyas caderas no se pone el sol, hay mujeres que van al amor como van al trabajo, hay mujeres capaces de hacerme perder la razón.
(Estribillo)
Hay mujeres que compran a plazos un nicho en el cielo, hay mujeres que cambian abrazos por ramos de azahar.
Loucos abraçam árvores , conversam com pássaros. Velhos descansam no jardim , vadios sorriem à chuva e as crianças reconhecem a palavra segredo. Há mais mistério e beleza na árvore, que em todos os “Louvres” do mundo. “- Ah! Mas que bonito! Deve ter levado muitos anos a construir! E o esforço que não deve ter sido! ”
No velho armazém, o tecto construido com traves de madeira ainda resiste. Há sinais de um passado nobre e faustoso, outrora cenário de luz e cor. Procuro algo que brilhe, valor num chão de terra solta.Prendo uma moeda antiga entre dedos convicto de fortuna.
Sentado no meu trono, assisto à entrada triunfal e colorida dos meus 7 brancos cavalos circenses. Sou dois personagem no espaço e no tempo. Deito fora a moeda e o mendigo desaparece.
Vou expurgando os fantasmas que me habitam. Regresso à forma fisica com uma vida espartana. Juro a mim mesmo não jogar mais ao drama vivê-lo e aceitando-o como se me apresenta. - Páro de brincar aos deuses. Não salto mais para o abismo! nota: Algo interior diz-me que são apenas promessas de "cigano".
"Afinal o que importa não é a literatura nem a crítica de arte nem a câmara escura. Afinal o que importa não é bem o negócio nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio. Afinal o que importa não é ser novo e galante - ele há tanta maneira de compor uma estante. Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício e cair verticalmente no vício. Não é verdade rapaz? E amanhã há bola antes de haver cinema madame blanche e parola. Que afinal o que importa não é haver gente com fome porque assim como assim ainda há muita gente que come Que afinal o que importa é não ter medo de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente: Gerente! Este leite está azedo! Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo No riso admirável de quem sabe e gosta ter lavados e muitos dentes brancos à mostra"